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segunda-feira, 27 de agosto de 2012 às 10:16 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

O primeiro filme dos irmãos Wachowski se trata de um eficientíssimo suspense muito bem dosado de violência e sensualidade. Jennifer Tilly interpreta a mulher de um integrante da Máfia (Joe Pantoliano), que se envolve com uma ex-presidiária (Gina Gershon) e ao mesmo tempo em que fazem juras de amor armam um plano para fugir com uma grande quantia em dinheiro.

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O filme consegue estabelecer um clima de suspense do início ao fim através de bem executados movimentos de câmera, câmeras altas, travellings, superando a limitação das poucas locações que conta, uma vez que se passa a maior parte do tempo em ambientes fechados de quartos. Até mesmo soluções visuais que não contam com efeitos de computação soam elegantes, como a sequência em que uma personagem está ligando para a outra em quartos com parede lado a lado, e a câmera segue o caminho do fio do telefone até chegar ao outro quarto, usando só movimento de câmera e corte, contribuindo para a “narrativa dos ambientes” fechados, que David Fincher faria de maneira maravilhosa e inventiva em “O quarto do pânico”, mas dessa vez com ajuda de computação gráfica. Mas não só a técnica se sobressai no filme, mas a sua história, escrita pela dupla, também consegue envolver, principalmente pelos rumos que um plano inicialmente brilhante vai tomando, só aumentando a tensão do filme. A sensualidade de Jennifer Tilly remete a uma femme fatalle noir e as sequências envolvendo ações da máfia e posteriores assassinatos conseguem remeter a uma brutalidade quase ao estilo Tarantino.

Assim, é um filme que conseguiu se tornar uma boa surpresa para mim, que não esperava muito dele, mas que se mostra muito eficaz em entreter o público sem os recursos de efeitos ou explosões. Deixemos isso para Matrix.

ORIGINAL:  Bound (1996)

DIRETOR: Andy Wachowski, Larry Wachowski

ROTEIRISTA: Andy Wachowski, Larry Wachowski

TRILHA: Don Davis

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