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terça-feira, 11 de agosto de 2026 às 09:55 Postado por CultComentário 0 Comments


Desde que os filmes de heróis passaram a ser a regra do mainstream hollywoodiano, as tramas passaram a deixar de ser ensimesmadas em seus personagens. Compartilhar cidades, vilões e heróis pareceu uma tendência, pois remetia ao material base: quadrinhos e séries animadas praticavam isso com naturalidade. Todavia, há um custo. Os filmes se posicionam como mais um capítulo de uma grande história sem fim e desfilam personagens como atração. Isso vale para a Marvel, para a DC e qualquer estúdio que tente criar franquias nesse formato. Diferentemente de Christopher Nolan ou Sam Raimi, que podiam ver valor nos seus personagens (Batman e Homem-Aranha), em seus mundos e em suas galerias de vilões, hoje é preciso lidar com uma narrativa fragmentada, quebrada em capítulos, em que arcos de diferentes personagens são abertos para conclusão posterior. 

terça-feira, 30 de junho de 2026 às 09:37 Postado por CultComentário 0 Comments

Em meio a instabilidade política e a um clima de conspiração, “Dia D” segue um fugitivo chamado Daniel (Josh O'Connor) que está de posse de arquivos confidenciais que provam a existência de vida alienígena. Ele cruza o caminho de Margaret (Emily Blunt), uma jornalista que começa a sofrer fenômenos inexplicáveis. Juntos, eles precisam escapar de uma poderosa corporação, liderada por figuras obstinadas como Noah (Colin Firth), que tenta encobrir a verdade.

segunda-feira, 9 de março de 2026 às 11:12 Postado por CultComentário 0 Comments


Com atraso, porém sem falhas, compartilho a minha lista de filmes assistidos, que conta com 136 filmes que eu assisti no último ano. 

Sou bem ativo no Letterboxd, inclusive essa lista foi gerada lá, por isso os nomes aparecem todos em inglês e trazem um link com a página do filme no Letterboxd, ao lado do ano de lançamento. A lista completa está disponível aqui. Quem quiser me acompanhar por lá é só clicar aqui


Uma cena de “Morra, Amor”, com a câmera em primeira pessoa em uma festa de casamento fornece uma chave de leitura: pessoas à frente aplaudem, desfocadas, enquanto outras, entusiasmadas, aparecem ao lado, em foco. Ou seja, o futuro é incerto, borrado, e as pessoas, em foco e ao lado, mais próximas, conferem certa dose de coerção social para empurrar a protagonista rumo a um modelo de comportamento.


Um grupo de ex-revolucionários precisa se reunir novamente para resgatar a filha de um deles das mãos de um antigo inimigo. O filme está repleto de ricas referências a outros clássicos, como “Dr. Fantástico”, de Kubrick, e o cinema dos irmãos Coen — em especial “O Grande Lebowski”. Ademais, essa intertextualidade me fez considerar “Uma Batalha Após a Outra” um grande filme por si só, à altura das obras às quais faz referência.


O Agente Secreto” funciona como um fluxo de consciência sobre a história recente do Brasil, contrastando a década de 1970 com os dias atuais. O passado tem charme, é violento, estético, vivo, tem cor. O presente é asséptico - não à toa o filme termina num hospital - e sem vida, se estabelecendo como uma grande incógnita, um incômodo vazio de lembranças. 


O cinema do diretor Luca Guadagnino trata do amadurecimento das personagens por suas relações com os corpos. Isso passa por transformar o seu remake de “Suspiria” em um body horror, pelo amadurecimento sexual em “Melissa P.” e “Me Chame pelo Seu Nome”, pelo canibalismo em “Até os Ossos” e pela obsessão e sensualidade em “Rivais” e “Queer”.

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