Desde que os filmes de heróis passaram a ser a regra do mainstream hollywoodiano, as tramas passaram a deixar de ser ensimesmadas em seus personagens. Compartilhar cidades, vilões e heróis pareceu uma tendência, pois remetia ao material base: quadrinhos e séries animadas praticavam isso com naturalidade. Todavia, há um custo. Os filmes se posicionam como mais um capítulo de uma grande história sem fim e desfilam personagens como atração. Isso vale para a Marvel, para a DC e qualquer estúdio que tente criar franquias nesse formato. Diferentemente de Christopher Nolan ou Sam Raimi, que podiam ver valor nos seus personagens (Batman e Homem-Aranha), em seus mundos e em suas galerias de vilões, hoje é preciso lidar com uma narrativa fragmentada, quebrada em capítulos, em que arcos de diferentes personagens são abertos para conclusão posterior.
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