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terça-feira, 12 de abril de 2022 às 17:01 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Desde 2015 com "Hacker" que o diretor Michael Mann não assina a direção de um filme ou, como nesse caso, uma série. Contando a história de um jornalista ocidental que trabalha para um jornal japonês em Tóquio e acaba tendo que confrontar um dos mais perigosos chefes do crime da cidade. Essa situação já aparece nos primeiros minutos do episódio de estreia, antes de voltar para o ano de 1999 e passar a contar a sua história do princípio. "Tokyo Vice" se vale muito da experiência e do talento do veterano diretor de "Miami Vice" e "Fogo Contra Fogo" para construir o tom da série, a começar pela textura da imagem, profundidade de campo reduzida, paleta de cores vibrante e ao que parece a série é filmada em câmera digital como os últimos trabalhos de Mann (quem assina a fotografia no primeiro episódio é John Grillo, de "Westworld"). 

sexta-feira, 1 de abril de 2022 às 15:41 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

A capacidade do cinema de horror de sugerir vários subtextos e se camuflar em vários gêneros é louvável. Há o slacher (terror com um assassino), o sobrenatural, o extremamente violento, o cômico, jocosamente nomeado de terrir, já "Fresh" mistura os códigos da comédia romântica, outro gênero esquemático e cheio de clichês como o terror (talvez até mais engessado e com sérias dificuldades em se reinventar), que são deliciosamente burlados para dar lugar a um longa desconfortável e nojento, no bom sentido, que me lembrou um pouco "Raw", porém com menos cenas gráficas e com um comentário social e feminista mais à vista.

domingo, 2 de janeiro de 2022 às 06:57 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Olá leitores, como já é tradição, faço a lista de todos os filmes assistidos no ano, os incríveis 322 títulos, que também incluem algumas minisséries e curtas-metragens. Sou bem ativo no Letterboxd, inclusive essa lista foi gerada lá, por isso os nomes aparecem todos em inglês mas trazem um link com a página do filme no site ao lado do ano de lançamento. A lista completa está disponível aqui. Quem quiser me acompanhar por lá é só clicar aqui. Feliz Ano Novo a todos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021 às 04:14 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments


Diante do caos que é a existência e da nossa busca incessante por entender e explicar tudo à nossa volta, a religião talvez seja o maior alento da humanidade. Sempre conferindo uma motivação final em cada coincidência, golpe de sorte, mérito próprio ou fatalidade, até os mistérios mais inexplicáveis e incoerências que brotam das injustiça sociais são explicadas, satisfatoriamente ou não, como parte do plano personalizado que um Deus onipresente e onisciente preparou para cada um de nós. Diante disso, "Missa da Meia-Noite" extrapola essa ideia através de uma possibilidade fantástica e seu posterior entendimento pelo prisma de uma pequena comunidade de uma ilha formada de 127 pessoas que vivem, como os apóstolos de Jesus, da pesca. Sendo uma comunidade católica, é de se supor que essa visão interpretativa e criação de sentido é construída a partir de uma base hierárquica forte ocupada pela igreja e pelas autoridades locais.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021 às 04:01 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Não é fácil ser adolescente. Principalmente ser mulher adolescente e sofrer toda uma gama de transformações corporais e hormonais nessa fase. "Possuída" é um longa que se apropria do terror de maneira a construir essa alegoria das transformações do corpo que uma jovem adolescente está sujeita.

domingo, 15 de agosto de 2021 às 04:17 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Depois de alguns anos e muitos filmes, a Marvel finalmente decide produzir um longa de uma das suas heroínas mais celebradas. O resultado é satisfatório, mas fica uma certa frustração no ar pelas decisões tomadas anteriormente em relação ao destino da personagem e, claro, a superficialidade calculada travestida de um realismo pudico para adolescentes e uma fantasia de pouco encanto que a Marvel imprime nas suas produções. 

às 03:57 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments


É muito satisfatório quando assistimos a um filme que se propõe contar a história de vilões saídos da prisão para realizar uma missão e consegue ser fiel à natureza violenta, dúbia e até psicótica desses sujeitos.

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