• RSS
  • Delicious
  • Digg
  • Facebook
  • Twitter
segunda-feira, 12 de setembro de 2016 às 11:06 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments


Contando com a direção sempre inspirada de Rob Bowman, "Aubrey" é um episódio tecnicamente
espetacular, usando os recursos de câmera subjetiva e travellings para conferir cada vez
mais ritmo e tensão. Após descobrir que está gravida de seu colega de trabalho, Tillman,
que é casado, a investigadora B.J. Morrow começa a ter pesadelos que envolvem assassinatos e
ocorridos no passado, culminado na descoberta premonitória de um corpo.




O enredo voltado para a premonição da personagem se revela instigante e sustenta o episódio,ao mesmo tempo que os dramas reais e tangíveis vividos por B.J. e seu caso com Tillman (primeira participação de Terry O'Quinn, que apareceria de novo mais duas vezes, em "Arquivo X: O Filme" e em "Não Confie Em Ninguém", da nona temporada) são interessantes por si mesmos. A trilha sonora cada vez mais inspirada de Mark Snow nessa temporada estabelece o tom e clima certos, além da fotografia cada vez mais trabalhada ao longo da série. Bowman usa todos esses recursos em seu favor ao compor movimentos de câmera cada vez mais sofisticados. Um em particular, que envolve um cadáver de uma vítima numa piscina, é digno do cinema de Martin Scorsese.


Abaixo alguns dos ótimos movimentos de câmera realizados por Rob Bowman

Cena do teaser do episódio






Examinado um esqueleto




Cadáver na piscina








O grande problema de "Aubrey" se encontra na sua resolução, que acaba se revelando fácil demais e perde muito em desconstruir B.J., destruindo uma personagem interessante e abandonado seus conflitos em troca de uma explicação que envolve um misto de genética com mediunidade, algo que soa destoante dos bons episódios já realizados até aqui e envolve um tanto quanto de preconceito por parte do roteiro, como se quisesse dizer que filho de serial killer é serial killer também, simplificando questões complexas com o argumento genético bem desconexo. Inegavelmente somos a soma de tudo que vivemos e aprendemos, acrescentando as predisposições genéticas, mas estas nunca se sobrepõe às escolhas que podemos fazer e a nossa capacidade de discernimento e mudança, senão seríamos apenas máquinas pré programadas por genes, e não seres humanos complexos.


É uma pena que um episódio tão bem dirigido e visualmente envolvente tenha um desfecho tão pobre e pouco criativo. Bastava focar na investigadora e em suas premonições, ao mesmo tempo que lida com outros conflitos relacionados a Tillman, sem desconstruir a personalidade da personagem a troco de uma conclusão que pouco satisfaz.



Dirigido por: Rob Bowman

Escrito por: Sara B. Charno 

0 Amantes do cultcomentario até agora.

Postar um comentário