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terça-feira, 8 de março de 2016 às 13:05 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

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Após o término da décima temporada de Arquivo X, as reações são praticamente paradoxais. Podemos achar o season finale corrido e pouco conclusivo, mas é inegavelmente empolgante e com um Cliffhanger que remete à outros de temporadas anteriores, tornando essa nova temporada relevante, corajosa e se revelando um presente para os fãs.

Tendo início com um episódio rápido demais e que tropeça em sua própria estrutura, "My Struggle", escrito e dirigido Chris Carter, falha em contextualizar a temporada no arco da série construída ao longo de nove anos. A roupagem mais moderna dada à conspiração "alienígena" soa como mais do mesmo, apesar de ser interessante e potencialmente poder gerar boas histórias. Vindo de um filme que ressaltava a nova etapa da relação de Mulder e Scully, não deixa de ser estranho e quase contraditório o retorno destes ao FBI.

O segundo episódio, "The Fouder's Mutation", escrito e dirigido por James Wong, aparentemente é mais um caso da semana nos moldes do que a série já havia construído, mas se revela como uma história que acrescenta uma nova visão sobre os personagens e sua relação com a ausência do filho, Willian. Sim, sua relação com a ausência, em um dos momentos mais emocionantes da série, em que cada personagem imagina como seria sua relação com o filho se este não tivesse sido entregue para adoção, inclusive os medos de cada um em relação à natureza do filho.

O terceiro episódio, "Mulder and Scully Meet the Were-Monster", dirigido por Darin Morgan e escrito por este e Carter faz parte daqueles casos da semana construídos de maneira cômica e despretensiosa, mas que revela muito sobre como lidamos com certas crenças e hábitos do dia a dia. Vale citar que aqui  o conceito de mostro é subvertido, além  de contar com vários momentos hilários e referências à outras temporadas, além de belas homenagens.

O próximo episódio, "Home Again", dirigido por Glen Morgan e escrito por este e Carter, comete um erro ao adotar esse título, que parece referenciar um   famoso episódio da quarta temporada. A verdade é que estamos diante de um episódio sensível, que explora novamente os sentimentos de Scully diante da ausência do filho através da relação com sua mãe, seguindo em paralelo uma história de monstro da semana envolvendo moradores de rua. De alguma maneira essas duas histórias convergem na maneira como Scully se enxerga por ter entregue seu filho para adoção, além de refletir aspectos perturbadores sobre como tratamos as pessoas que não tem um lar.

"Babylon" é um episódio que introduz uma nova dupla de agentes, Einsten (???) e Miller, sob a direção e roteiro de Carter.  Einstein é uma personagem interpretada com total ausência de carisma, e a tentativa aqui está mais em criar duplos de Mulder e Scully do que apresentar personagens interessantes. O episódio e si, que fala sobre terrorismo e a maneira como ele á encarado por ambos os lados, poderia ser bem melhor se fosse mais focado no tema e se fosse mais sério. Aqui parece que a tentativa é criar algo entre o cômico e o non sense, como Chris Carter já fizera em "Improbable", na nona temporada. Ambas as tentativas  geram episódios falhos.

Enfim, "My Struggle II" é o episódio de ação mais bem feito de Arquivo X desde algumas temporadas passadas, sendo aquele episódio que anda de fato com o enredo, torna aquilo que era somente uma ameça em algo palpável e assustador. A volta do Canceroso, por mais conveniente e absurda que seja, é inegavelmente necessária e eficiente. Do que seria de Arquivo X sem o seu grande vilão? Mulder está em real perigo e agora a presença de Willian, que fora tão explorada ao longo dos episódios, se faz, da fato necessária.

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Assim, esperamos por mais uma temporada querendo não só o andamento dessa história que acompanhamos durante anos, mas esperando que a qualidade seja mantida e que nos reserve bons momentos como essa décima temporada reservou.

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