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domingo, 15 de março de 2015 às 19:15 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Alguns dos filmes que assisto em formato de DVD e que não publico uma crítica completa sofrem uma série de anotações enquanto assisto. Na categoria Time Line de um filme irei transcrever as anotações que faço. Acho interessante citar que consistem na minha primeira impressão do filme anotadas, como citei, enquanto assisto. Como uma crítica completa é mais trabalhosa de se escrever e ultimamente não tenho tido todo o tempo que gostaria para isso, algumas vezes publicarei as minhas anotações, que sofrem uma revisão após o filme. Procurarei remover spoilers, mas alguns são inevitáveis. Anoto sempre ao lado o tempo decorrido a partir do início do longa. Assim, Terra Prometida de Gus Van Sant é o meu primeiro filme comentado neste formato, espero que gostem.


Steve Butler (Matt Damon) trabalha numa empresa especializada em extração de gás. Um dia, lhe é solicitado que viaje até uma cidade do interior para convencer os moradores da região que eles não devem se opor à chegada da empresa extratora. Porém, ao lidar diariamente com as pessoas, Steve acaba questionando suas próprias convicções.


TERRA-PROMETIDA

5:00 – O filme estabelece personagens que precisam sobreviver dentro das limitações de uma economia.


12:00 – Temática em torna de uma empresa de extração de gás natural, relacionando o envolvimentos com os clientes e técnicas de venda.


14:00 – Argumento que envolve o desejo de um futuro para os filhos, esperança no futuro.


20:00 – Um personagem convence outro de maneira muito rápida.


26:00 – Gus Van Sant começa a trabalhar o foco e desfoco de maneira bem interessante.


29:00 – Temática do impacto ambiental.


30:00 – O plano com a bandeira dos USA no fundo sugere muitas coisas.

33:00 – “O dinheiro pode nos fazer tomar as decisões erradas”. Muito bom.

39:00 – Montagem paralela, mercado / ambientalista. Não funciona, a sequência do mercado é dispensável.


56:00 – Montagem paralela , palestra do ambientalista / tentativa de fechar contratos com os fazendeiros. Essa é boa, eficaz e faz muito sentido.

01:04 – Tocar uma musica indie e contemplar o mundo: típico de Gus Van Sant.

01:09 – Matt Damon (Steve) entrega bom monólogo, com boas motivações, muito coerente.

01:16 – Estabelece o ambientalista como um verdadeiro oponente. Decisão perigosa que pode comprometer o filme. Até aqui cores frias, tons pastéis, fotografia bem apropriada para o local e época desolados que o longa pretende retratar.


01:20 – Lamentações previsíveis e musica óbvia que mastiga as emoções para o espectador.

01:23 – Outro bom monólogo. Até aqui sem maniqueísmos.

01:26 – Solução previsível e maniqueísta. Já desandou.

01:30 – Virada que acaba não encerando a questão ambiental, mas soa como um artifício “mirabolante” do roteiro. Essa história realmente não precisava disso.

01:36 – Monólogo piegas, direção melodramática, música chata.

01:42 – Conclusão bem sem graça, covarde, para um filme que estabelece uma discussão importante mas que se rende à dificuldade de articular com o tema, preferindo os clichês artificiais, desperdiçando o potencial de uma boa história.


Direção: Gus Van Sant

Música: Danny Elfman

Roteiro: Matt Damon, John Krasinski, Dave Eggers

Produção: Matt Damon, Ben Affleck
Elenco: Matt Damon, Rosemarie DeWitt, Frances McDormand, John Krasinski, Hal Holbrook, Lucas Black, Titus Welliver

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