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terça-feira, 3 de dezembro de 2013 às 06:33 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Irmão e irmã se juntam para tramar a morte de sua mãe para obterem o dinheiro do seguro. Contratam então Killer Joe Cooper para cuidar do serviço.

Extasiado é pouco após assistir ao maravilhoso Killer Joe de William Friedkin. Poucos diretores poderiam retratar a brutalidade e o sexo de maneira tão forte, seca e, eu diria, pop. Sem deixar que a sua história perca o impacto, retratando a violência na vida de pessoas simples do interior, nos fazendo sempre, através de seus planos-detalhe e da trilha sonora composta por Tyler Bates, desenvolver em torno do filme uma tensão muito forte sobre aquilo que provavelmente irá acontecer. Mas o que irá acontecer.


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No primeiro ato criamos expectativas diante do que temos pela frente, a assassinato previamente planejado. Mas não é isso que William Friedkin quer retratar, pois tão pouco o vemos, e o momento em que sabemos do ocorrido surge quase como que trivial. Porém o nível de tensão continua crescente a partir desse ponto. E muito se deve à atuação soberba de Matthew McConaughey, que encarna Joe como um indivíduo aparentemente calmo e controlado, sempre centrado nos seus planos e procedimentos e que se vê atraído pela jovem Dottie (Juno Temple). Posso dizer que cada personagem de Killer Joe já estabelece as suas dimensões nos primeiros minutos de cena, Chris Smith (Emile Hirsch) se caracterizando pelo adolescente que está entrando de maneira desajeitada e mal orientada para a vida adulta, Ansel (Thomas Haden Church) como um homem fracassado e sem iniciativa que não gosta de se envolver em nada de muito arriscado, mesmo que isso lhe implique em algum lucro, e enfim chegamos à jovem Dottie (Juno Temple). Guardando em sua composição elementos de inocência aliados à sensualidade, Dottie acaba sendo a personagem mais fascinante quando chegamos ao final do longa, pois suas ações acabam sendo uma surpresa, conferindo uma dimensão muito forte à personagem. Mas quem se destaca mesmo é William Friedkin que nos concede um ponto de vista digno de seu nome e de sua fama. Em nenhum momento a violência perde o seu impacto, mas não deixa de ser divertida a maneira como é retratada, e o corte final, como citei anteriormente, nos deixa completamente extasiados ao final do longa. Tão extasiado fiquei que tive que voltar a escrever para descarregar a tensão acumulada no filme. Pois bem, muito obrigado William Friedkin por me fazer voltar ao hábito da escrita à muito abandonado por mim. Espero que outros filmes sejam capazes de me motivar da maneira como Killer Joe me motivou.


Gênero: Drama

Direção: William Friedkin

Roteiro: Tracy Letts

Elenco: Blain Sanchez, Carol Sutton, Charley Vance, Danny Epper, Emile Hirsch, Geraldine Glenn, Gina Gershon, Gralen Bryant Banks, Gregory C. Bachaud, Jeff Galpin, Julia Adams, Juno Temple, Lynette Zumo, Marc Macaulay, Matthew McConaughey, Scott A. Martin, Sean O'Hara, Thomas Haden Church, Tony Severio

Produção: Nicolas Chartier, Scott Einbinder

Fotografia: Caleb Deschanel

Trilha: Tyler Bates

 

 

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