• RSS
  • Delicious
  • Digg
  • Facebook
  • Twitter
sexta-feira, 31 de agosto de 2012 às 10:19 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Imagem

No início de sua projeção de cara somos apresentados ao decadente circo Esperança (com todas as interpretações possíveis que podemos dar a esta frase). O contraponto em que Selton Mello nos permite ver a decadência do circo é exatamente na subjetividade do palhaço Benjamin.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012 às 20:08 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Imagem

Se Laranja Mecânica é um filme sobre violência, Apocalipse Now é sobre guerra e Todos os homens do Presidente sobre investigação jornalística, A Doce Vida é um filme sobre a trivialidade e futilidade. Na verdade, assim como os longas que usei como exemplo, é um épico sobre o assunto.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012 às 21:21 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

“Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres” conta a história do jornalista Mikael Blomkvist (Craig), condenado por uma matéria escrita contra um empresário poderoso. Temendo prejudicar a reputação da revista “Millennium”, ele decide se afastar e é contratado pelo milionário Henrik Vanger (Plummer) para investigar o desaparecimento de sua sobrinha ocorrido há 40 anos. Cercado pela estranha família Vanger, que inclui ex-nazistas e segredos pesados, Mikael acaba contando com o auxílio da hacker Lisbeth Salander (Mara), uma jovem problemática que encontra-se sob supervisão do Estado em função de seu passado.

Imagem

O filme de cara já nos apresenta um ritmo ágil de contar o seu prólogo, ao apresentar os personagens. Vem diminuindo seu ritmo após o seu envolvente clip musical, em que começa a estabelecer a trama policial e posteriores conflitos entre personagens, até o momento em que a dupla central de encontra e dá início a investigação. Uma improvável dupla de investigadores composta por um jornalista econômico acusado de difamação e uma hacker órfã. Dado o bom desenvolvimento que temos de ambos, é interessante notar que mesmo depois de o “mistério ter sido solucionado”, David Fincher nos entrega mais alguns minutos de sua projeção para que possamos acompanhar o rumo de seus personagens, uma vez que são estes que nos impulsionam a entrar nessa história, em especial Lisbeth Salander.

Tecnicamente, é interessante a maneira como as cenas são concatenadas dentro do longa, como aquela seqüência de perseguição de um carro por uma moto, demonstrando paralelismo bem estruturado entre os movimentos dos veículos e os seus respectivos destino ao final da seqüência. Apesar de cortes rápidos, a seqüência consegue ser completamente verossímil, inclusive na explosão que surge após o carro sofrer a queda, com a aproximação da personagem de Rooney Mara e o insistente pisca do carro, induzindo a interpretação de que uma faísca produzida pelo pisca é o resultado da posterior explosão.

Mais próximo do final vemos novamente a personagem de Rooney Mara comentar com seu “tutor”, enquanto jogam xadrez, que encontrou um amigo, do tipo que ele ia gostar. Após a fala, ela avança um peão, num plano bem privilegiado que temos do tabuleiro, permitindo prever uma possível “investida” pretendida pela personagem, a fim de que o “amigo” se torne “algo mais”, como o próprio roteiro já cansou de pontuar em diferentes momentos da trama.

Assim, apesar de um grande mistério por trás da já comentada investigação e de sua inusitada e surpreendente conclusão (e, porque não, emocionante), o que prevalece em Millenium são, acima de tudo seus personagens. E seu eu disse anteriormente que a dupla de investigadores era improvável, ao final percebemos o porquê, quebrando não só a ilusão alimentada por Lisbeth Salander, mas também como um interessante recurso de David Fincher para nos ajudar a sair de sua projeção e encarar o pragmatismo do mundo real, que inevitavelmente Salander terá de enfrentar também. Dessa forma, após a experiência vivida, saímos modificados, apesar de voltarmos ao nosso estágio inicial, onde tudo teve início (personagens e expectadores).

Direção: David Fincher

Roteiro: Steven Zaillian

Título original: The girl with the dragon tattoo, 2011

às 21:18 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Imagem

Tem filmes que merecem ser lembrados eternamente pela sua importância política e social. É o caso de Mississipi em Chamas, de Alan Parker.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012 às 10:16 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

O primeiro filme dos irmãos Wachowski se trata de um eficientíssimo suspense muito bem dosado de violência e sensualidade. Jennifer Tilly interpreta a mulher de um integrante da Máfia (Joe Pantoliano), que se envolve com uma ex-presidiária (Gina Gershon) e ao mesmo tempo em que fazem juras de amor armam um plano para fugir com uma grande quantia em dinheiro.

Imagem

sexta-feira, 24 de agosto de 2012 às 14:01 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Imagem

Sabe aqueles filmes que mesmo partindo de uma premissa dramática consegue deixar no ar uma sensação de esperança e bem-estar? É o que acontece quando assistimos a esse filme de Cameron Crowe.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012 às 10:18 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments


Em se tratando de fazer cinema, o Brasil apresenta alguns impasses para os seus realizadores. Sim, é difícil produzir cinema aqui, como se torna igualmente difícil tentar definir ou mesmo criar uma identidade brasileira no cinema. Mas Cidade de Deus consegue superar esses problemas e se mostrar um filme inventivo, ao mesmo tempo em que, contando uma história chocantemente real, não tenta ser mero produto de consumo escapista e descartável.

domingo, 19 de agosto de 2012 às 10:43 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Imagem

Em mais de cem anos de cinema, poucos de nós viveu a época do cinema mudo. Sem dúvida uma das épocas mais importantes para que fossem desenvolvidas estratégias de linguagem que viraram convenções obrigatórias e para estabelecer astros e estrelas desse circuito.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012 às 06:25 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Este texto apresenta alguns spoilers (revelações sobre a trama).

Imagem

Guerreiro é um ótimo filme até os seus minutos finais, onde pega todas as suas qualidades e simplesmente as joga para o ar “pra ver no que vai dar”, ou simplesmente por querer concluir a história de maneira mais aceitável ou digestível para o público, ou porque seus realizadores perderam a mão no final, o que é uma pena.

terça-feira, 14 de agosto de 2012 às 19:42 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Este filme de Ang Lee marca uma subversão de dois gêneros clássicos no cinema americano: o faroeste e o drama romântico, conseguindo matar os dois numa trama só. O filme conta a história de Ennis Del Mar (Heath Ledger) e Jack Twist (Jake Gyllenhal) que, enquanto trabalhavam isolados cuidando de ovelhas no interior de Wyoming no verão de 1963, se conhecem e se apaixonam mantendo um caso secreto por toda a vida.


ImagemBrokeback Mountain se estrutura como um drama romântico clássico: O encontro dos amantes, a consolidação e a certeza do amor, a consumação do sentimento (lua-de-mel, momentos de felicidade, estrategicamente no meio do longa) seguido pela reação do meio externo, que agirá para atrapalhar esse amor, até que se torna tão difícil que haverá uma separação inevitável. Lee estrutura todos esses elementos de maneira sutil. O período que passam em Brokeback Mountain é a consumação do amor, que vão procurar reviver às escondidas sempre que puderem até tornar-se cada vez mais incômodo se esconderem dos outros. Heath Ledger compõe um Ennis Del Mar complexo, que esconde sua fragilidade em suas atitudes tímidas e introspectivas, que por muitos momentos se vê descontrolado e agressivo. Michelle Willians emociona ao dar vida à Alma, esposa de Ennis Del Mar, que vê seu casamento ruir na primeira aparição de Twist. Gyllenhal se sai muito bem, com um Jack Twist que não vê problema em dizer ou fazer o que pensa. A trilha suave e as paisagens calmas pontuam a melancolia própria dos personagens, além de estabelecer o clima de faroeste norte- americano. Sem cometer excessos que comprometeriam o filme, a direção de Lee flui suavemente entre os acontecimentos, deixando que a emoção fique por conta do expectador, que já se vê envolvido por uma história de amor que luta contra o preconceito, mas que encontra nessa oposição um implacável inimigo. E a solidão em que Del Mar se coloca, seja por temer o que uma reação mais aberta pode lhe custar, seja por medo de se envolver e machucar-se como já se machucara antes, enfim, é o que de mais tocante o filme pode nos deixar.


Título Original: Brokeback Mountain

Direção: Ang Lee

 Roteiro: Larry Mcmurtry e Diana Ossana

 Gênero: wester/drama/romance

 Origem: EUA

 Duração: 134 min

 Tipo: longa-metragem

às 19:32 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Imagem 

Acho que se eu lesse uma biografia de Jane Austen no Wikipédia me emocionaria mais do que assistindo a esse filme, que parece ter sido feito todo ele no piloto automático. “Amor e Inocência” conta a história de escritora inglesa Jane Austen, autora de importantes títulos da literatura inglesa e mundial, tendo também parte de sua obra servindo de adaptação para o cinema.

sábado, 11 de agosto de 2012 às 18:19 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Nos primeiros minutos já somos surpreendidos com um letreiro advertindo sobre a veracidade dos fatos que serão ali dramatizados. Mas não se enganem, pois a história não é real, pelo menos da maneira como entendemos com aquele aviso. Fargo conta a história de Jerry, um vendedor de carros de uma cidadezinha de Minnesota que se encontra endividado. Para resolver seus problemas, resolve contratar dois bandidos para seqüestrar sua esposa e embolsar o resgate que seu rico sogro irá pagar. Mas o problema é que algumas mortes inesperadas irão acontecer.

Imagem

às 13:33 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

O ótimo “Jogos Vorazes” se vale de conceitos muito interessantes para construir sua trama e sua relação personagens-expectadores. A história se baseia num conflito anual envolvendo jovens casais de 12 distritos em um jogo de sobrevivência em que somente um sobreviverá.  Depois que a irmã mais nova é convocada a participar no jogo, a garota de 16 anos Katniss Everdeen se voluntaria para substituí-la. Kainiss se vê obrigada a tomar atitudes de ordem moral e inclusive em questões de amor.


Imagem


Gary Ross acerta ao fazer da câmera um termômetro emocional de Kainiss. Quando somos apresentados ao distrito 12 Ross conta sua história através de cortes ágeis em planos fechados, em angulações não muito convencionais, tendendo para o documental. É o que dá credibilidade à natureza miserável e triste dos habitantes do distrito 12, me lembrando Inverno a Alma em sua estética.  Ao chegarmos na “cidade grande”, onde ocorrerão os jogos, o seu visual soa pouco futurístico, sem muitos detalhes, mais dedicado aos figurinos (quase que cosplay). Novamente é nos momentos mais subjetivos de Katniss que a câmera capta planos fechados, altera o som e busca angulações diferentes, de maneira sutil. A substituição do som por uma trilha mais suave acaba sendo fundamental em dados momentos, do longa. Em um filme que as mortes de jovens são inevitáveis, por mais comercial e escapista que procure ser, a decisão de Ross de dar certa dignidade a uma seqüência em particular que conta com muitas cenas de morte, usando-se da trilha suave de que falei e de cortes rápidos dando um ritmo frenético ao momento relatado, enfim, é uma decisão acertada, servindo de base para as decisões morais de Katniss ao lidar com a morte de uma personagem que a auxilia. Mas a sobrevivência é um instinto básico do ser humano e Katniss não abre mão disso, como também nos não abrimos mão dele ao nos vermos projetados na personagem central. Mas Katniss precisa também vencer fora da floresta, uma vez que se encontra num reality show, e o poder da imprensa e opinião pública tornam-se vitais. Mesmo que para obtê-lo ela tenha que dizer que sente aquilo que não sente, uma vez que ela precisa conquistar a vitória sob os olhos de quem faz daquilo um espetáculo.


É no final que o filme perde um pouco a sua força, surgindo ameaças armadas pelos produtores do programa que perdem um pouco de sua dramaticidade ao sabermos para qual do lado eles pendem. Outro momento forçado é o do, eu diria, “vamos comer o fruto proibido”. Ou Katniss tem uma moral de ferro ou é altamente experta para prever a atitude dos produtores do jogo. O filme também carece de detalhes sobre o seu mundo, não tornando obrigatória, mas remetendo que se trata de uma adaptação de um material literário. Em suma, é um ótimo filme, que se sustenta por seus personagens e seus conflitos, não tendo pressa pra contar a sua história, não foge da natureza política da trama, e não abre mão de estabelecer um conflito romântico triangular no desfecho e uma promessa de um conflito ainda maior.

terça-feira, 7 de agosto de 2012 às 10:49 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments



Que dizer deste belo filme de Steve Mcqueen? Soa como um misto de Closer com Taxi Driver, no melhor estilo Dogma 95 (quebrando algumas regras deste, sim, é verdade, mas usando as que emprega com uma maestria e dramaticidade incríveis).

às 10:24 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

O meu livro favorito do falecido professor de astronomia Carl Sagan é “Contato”. Seu primeiro e único romance, tem como enredo a fascinante história sobre a busca de inteligência fora da Terra, contando com realistas relatos de como tal descoberta se configuraria no imaginário humano moderno.



A história é protagonizada por Ellie Arroway, uma jovem que desde cedo ficou órfão do pai. Sendo cientista, dedica sua vida à busca de contato com seres inteligentes no universo através de radiotelescópio. Entretanto, o trabalho de Ellie é comprometido pela falta de credibilidade com os demais cientistas, governo e investidores, os quais não vêem aplicação prática em seu trabalho. Porém Ellie descobre um sinal supostamente vindo das proximidades da estrela Vega, sinal este que, uma vez decifrado, revelou-se sendo um projeto de construção de uma espécie de máquina que conduziria um grupo de seres humanos para Vega. Além de contar com uma protagonista que inspira admiração pela complexidade que Sagan a relata, eu diria, do modo quase autobiográfico, com a dura perda do pai, difícil relacionamento com a mãe e padrasto, dificuldade com relacionamentos amorosos, intelecto aguçado, enfim. Não que Sagan apresentasse todas as características citadas, mas a maneira como a ciência instiga intelectualmente a personagem, sem dúvida, é reflexo de anos de experiência na área e que só pode ser transmitido por um profissional dedicado e dotado de profundo respeito pela profissão. Mas Contato também é a oportunidade de confrontar argumentos céticos e religiosos de maneira hábil, reconhecendo que nem um nem outro é capaz de contemplar o Universo plenamente, mesmo sabendo que um o faz melhor que outro, que a análise científica conduz resultados mais palpáveis e mesmo mais importantes para a humanidade. A ciência é consagrada e devidamente valoriza pela pessoa que mais lutou para que fosse amplamente difundida. Mas a fé também recebe o seu valor fundamental na história de Sagan, e mesmo quando um pastor de grande apelo ao público e dotado de sinceras boas intenções reconhece incapaz de responder a dadas perguntas científicas, constatamos o quanto sua crença é mais de explanação subjetiva e menos de explicação do todo. Não perde o seu mérito de poder representar um apelo positivo, mas nunca poderá tomar o lugar da ciência na visão de mundo que esta conduz. Mas fé e ceticismo se confundem nessa singular história, quando o contato se estabelece a minúcia com que a situação é relatada e esmiuçada não é menos que memorável. O apelo emocional que estabelece também é um dos pontos altos, eu diria a principal lição que Sagan deixa de herança aos que seguem até o final de seu enredo rico em detalhes.


Divulgação da ciência, apresentação do ceticismo científico aplicado na vida, emocionante relato sobre a condição humana, enfim, todos esses conceitos se aplicam ao livro de Carl Sagan, que merece ser redescoberto em uma época que clama por um maior contato com a leitura e, principalmente, com o pensar cético.




 

 

 

 

domingo, 5 de agosto de 2012 às 22:05 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

 
“Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor!”

às 20:51 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

 
Grande papel de Robert De Niro, em numa atuação soberba e nunca mais esquecida pela história do cinema, interpretando Travis Bickle, um motorista de táxi que, para a sua ruína, conhece como a palma de sua mão uma Nova York suja, drogada e prostituída, assim ficando embriagado por esse mundo, ao mesmo tempo que percebe sua impotência diante deste.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012 às 22:44 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

 
É difícil não olharmos para esta reinvenção do mais popular herói da Marvel e não traçarmos uma comparação daquela aventura muito bem dirigida por Sam Raimi há dez anos.