A capacidade do cinema de horror de sugerir vários subtextos e se camuflar em vários gêneros é louvável. Há o slacher (terror com um assassino), o sobrenatural, o extremamente violento, o cômico, jocosamente nomeado de terrir, já "Fresh" mistura os códigos da comédia romântica, outro gênero esquemático e cheio de clichês como o terror (talvez até mais engessado e com sérias dificuldades em se reinventar), que são deliciosamente burlados para dar lugar a um longa desconfortável e nojento, no bom sentido, que me lembrou um pouco "Raw", porém com menos cenas gráficas e com um comentário social e feminista mais à vista.
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