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quinta-feira, 1 de outubro de 2015 às 21:28 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments




O mais novo trabalho do diretor Ridley Scott é um filme atípico. Com um enredo que sugere uma narrativa dramática e sombria, o longa segue exatamente o caminho oposto. Dotado de um protagonista perseverante e bem humorado, vemos uma luta pela sobrevivência que em nada lembra os filmes que lidam com esse tema.


O astronauta Mark Watney (Matt Damon), durante uma missão a Marte é dado como morto após uma violenta tempestade de areia e é deixado para trás por sua tripulação. Mas Watney sobrevive e encontra-se sem recursos e sozinho no planeta hostil. Apenas com suprimentos escassos, Watney deve contar com seu conhecimento e espírito para subsistir e encontrar uma maneira de sinalizar à Terra que está vivo.

Estabelecendo-se como uma ficção científica extremamente científica, temos o embasamento teórico de tudo que os personagens fazem de maneira orgânica, ao mesmo tempo que Scott imprime um ritmo envolvente para que as informações não fiquem maçantes, mas sim interessantes, com um curioso aspecto educativo. O ritmo do filme é muito bem equilibrado em focar no seu protagonista ao mesmo tempo em que, na primeira metade do filme, mostra os esforços da NASA em trazê-lo de volta, com toda a burocracia, publicidade e empecilhos políticos que isso implica.

O elenco composto por grandes nomes é muito bem aproveitado por Scoot, mesmo quando alguns atores contam com pouco tempo de tela. Matt Damon carrega uma boa parte do filme nas costas e sua interpretação é o que torna envolvente seu personagem e o que faz com que torçamos por ele no decorrer do longa. É agradável dizer que não há personagem desperdiçado ou inútil na trama, todos contribuem para atingir o objetivo final à sua maneira. Nesse sentido o ato final, com todas as decisões tomadas e riscos, é espetacular, envolvente e grandioso.

O 3D usado no longa é na medida certa. Sutil, não chamando muita atenção para si, mas de fato contribui para a sensação de imersão no longa, proporcionando sequências memoráveis no espaço e na superfície poeirenta do planeta vermelho.

Dono de uma carreira irregular nos últimos anos e diretor de grandes filmes como "Alien – O Oitavo Passageiro" e "Blade Runner, O Caçador de Androides", Ridley Scott surpreende neste longa pelo tom leve e engraçado, pontuado por uma trilha sonora fantástica com músicas que vão de Gloria Gaynor, David Bowe e Abba, além de outras mais referências culturais.

Além de mostrar um homem que luta para sobrevier, Perdido em Marte mostra uma humanidade unida em sua diversidade para resolver um problema, todos juntos, fazendo uso do conhecimento acumulado do decorrer da história. Pois é esse conhecimento que tem nos salvado e que pode servir para que possamos avançar cada vez mais, de maneira otimista e perseverante, esperamos, assim com o protagonista desta memorável história.


Direção: Ridley Scott
Música composta por: Harry Gregson-Williams
Roteiro: Drew Goddard
Elenco: Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels, Michael Peña, Sean Bean, Kate Mara, Sebastian Stan

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