• RSS
  • Delicious
  • Digg
  • Facebook
  • Twitter
quarta-feira, 28 de maio de 2014 às 11:45 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments



Difícil ter de esperar até Novembro depois de assistir a esse trailer grandioso que sinceramente emociona pela interpretação de Matthew McConaughey, a boa trilha sonora, a presença de Anne Hathaway e Jessica Chastain.

quinta-feira, 22 de maio de 2014 às 21:43 Postado por Gustavo Jacondino 1 Comment

Num futuro apocalíptico dominado por Sentinelas,  professor Xavier (Stewart) e Magneto (McKellen) resolvem usar os poderes de Kitty Pride (Page) a fim de mandar a consciência de Wolverine (Jackman) para o passado para que possa evitar a construção dessas máquinas de destruição.


Imagem

Não poderia perder a estreia daquele que prometia ser o melhor dos filmes dos X-Men. E não me arrependi de correr pra pegar um acento e curtir “X-Men  - Dias de um Futuro Esquecido”.


Logo nos primeiros minutos nos deparamos com o cenário apocalíptico que a presença dos Sentinelas provocaram sob a Terra, e como os mutantes sobreviventes reagem a isso. Os efeitos que recriam os Sentinelas e os poderes dos mutantes são fantásticos, um complemento muito rico para um filme que se baseia essencialmente na história de seus personagens e em suas interações. Interação, inclusive, é a palavra-chave para esse filme, que possui a união do novo com o antigo elenco dos mutantes, tendo como elo Wolverine. É difícil de identificar o protagonista ou os protagonistas quando cada personagem tem o seu papel dentro do todo e contribui de fato para um objetivo final, não caindo simplesmente numa adaptação de quadrinhos que se ocupa em fazer meras menções à personagens conhecidos sem que estes exerçam alguma função de fato à narrativa.


Por falar na narrativa, o diretor Brian Singer, que tem a vantagem de conhecer muito bem os personagens responsáveis por alavancar a sua carreira no cinema, nos entrega sequências que envolvem humor, mas de maneira orgânica e sem fugir ao tom da história que está contando, ao mesmo tempo que aproveita ao máximo a dramaturgia provocada pelo roteiro e maravilhosamente executada pelo excelente elenco, que nunca perde a oportunidade de conferir cada vez mais complexidade aos personagens, mesmo que sejam mínimos os momentos em tela.


Ainda elogiando o desempenho do diretor e de sua equipe técnica, é inegável a força dramatúrgica que algumas sequências possuem, em especial ao final do longa, por serem narradas em montagem-paralela através do vaivém no tempo, dando alto peso às ações tomadas no passado, por mínimas que possam parecer, para a construção do futuro.


O conceito de viagem no tempo utilizado no filme, apesar de não ser novo, é extremamente interessante, inclusive na maneira natural como resolve os paradoxos que sempre surge em situações hipotéticas de viagem no tempo e que torna os filmes que exploram esse conceito muito fascinantes, quando conseguem resolver os paradoxos e os ciclos que surgem nas idas e vindas dos personagens através do tempo. Pois “X-Men  - Dias de um Futuro Esquecido” trata inclusive do conceito de personalidade, ligado às memórias acumuladas, e sobre o questionamento do  determinismo do futuro, encontrando solução nas escolhas tomadas a cada momento pelos indivíduos que, sim, são artífices de sua própria história.


Alternando momentos muito divertidos e engraçados, ação muito bem orquestrada (mais um mérito de Singer e da montagem) uma dramaturgia crível e forte, muito dada em função do tom certo que cada ator imprime em seu personagem (nenhum deles é maniqueísta ou caricato), um roteiro extremamente bem elaborado, enfim, esse X-Men explora caminhos nunca antes trilhados e renova ainda mais a franquia, abrindo espaço para novas possibilidades de filmes futuros, sem precisar de um  reebot, como tanto vemos hoje em dia, mas ao mesmo tempo sem soar forçado, indo por um caminho natural e criativo, que aproveita os filmes anteriores e nos faz esperar ansiosamente por mais. Pois é isso que esperamos de um genuíno Blockbuster: diversão, uma história bem amarrada e inventiva, personagens com quem podemos nos identificar e admirar e alguma dose de esperança, esperança na vida, esperança nos bons filmes.


http://www.youtube.com/watch?v=IG5mSVZ35Es

Observação: Vale mencionar que o 3D do filme, apesar de bom, é dispensável, pois confere só um atrativo a mais que não exerce função narrativa em nenhuma sequência específica. Digo o mesmo para o 3D de “O Espetacular Homem Aranha 2”.




Direção: Bryan Singer

Roteiro: Simon Kinberg

Elenco: Hugh Jackman, Michael Fassbender, James McAvoy, Jennifer Lawrence, Nicholas Hoult, Peter Dinklage, Ellen Page, Shawn Ashmore, Omar Sy, Evan Peters, Josh Helman, Halle Berry, Bingbing Fan, Patrick Stewart e Ian McKellen.

sexta-feira, 16 de maio de 2014 às 11:37 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Atenção : O texto contém spoilers, leia somente após assistir ao filme

Imagem

 

Sabemos do talento de Marc Webb.O seu autêntico e sensível “500 Dias com Ela” é um retrato fiel e comovente sobre os relacionamentos da nossa era. E toda essa habilidade em desenvolver personagens além de uma estética rebuscada que permeou a narrativa do filme citado faz dessas características a marca do cinema de Webb. E é uma marca mesmo. Do fraco “O Espetacular Homem Aranha” tiramos de bom a interação entre o jovem casal Peter e Gwen. De resto o filme peca no vilão, na ação, na estética construída através de cores dessaturadas, e no próprio herói, que surge cheio de dúvidas, incertezas e insatisfações por vezes não muito claras no filme, enfim, Peter Parker está extremamente irritante e choroso no primeiro filme do reebot. Parte disso se deve, sim, à atuação incerta de Andrew Garfield, que não encontrara o tom certo do seu personagem. Em contrapartida, Emma Stone sabe quem é Gwen Stacy e demostra isso com muito talento e charme durante todo o longa. Mas em “O Espetacular Homem Aranha 2”, de cara sabemos que estamos vendo um filme mais bem resolvido e que se salva pela experiência adquirida por Webb em matéria de ação e efeitos, e da melhor desenvoltura de Andrew Garfield. De novo o ponto alto é o filme que Marc Webb quer fazer: o filme sobre Peter e Gwen. Já o filme que a Sony e os fãs do Homem Aranha esperam ver é satisfatório e bem divertido. Porém, cabe a discussão: somos reféns da história criada por Stan Lee, ao matar Gwen, ou isso enriquece o filme? Claramente o filme inteiro fica em função de seu final trágico, não é a toa que vemos o Homem Aranha mais engraçado já retratado, um dos filmes mais coloridos e dinâmicos do personagem, tudo para criar um contraponto que de fato é bem satisfatório quando chegamos ao final. Mas não bastaria somente a dor da partida de Gwen para Londres? Afinal o casal tem caminhos diferentes, por mais que se gostem, dificilmente dariam certo pelos caminhos distintos que escolheram. Será o ato de coragem tomado ao retratar a morte de Gwen, na verdade, um ato de covardia, ao tornar por demais idealista um amor jovem que possivelmente não iria durar muito, por medo de desenvolver a dor da partida, preferindo a dor da perda, que possui maior apelo psicológico? Pois a adaptação pode, sim, reformular os aspectos de uma narrativa concebida a mais de trinta anos nos quadrinhos, a fim de ter seus temas em conformidade com sua época. Pois o filme seria acusado de covarde por não matar Gwen? Possivelmente. Mas terá sido essa a melhor escolha? Constantemente vemos no filme a luta contra a finitude da existência, desde em Max Dillon que sonha em ser visto e lembrado, em Harry Osborn que luta contra a própria morte, passando por Peter e seu dever de herói, até chegarmos em Gwen, na sua busca pela excelência profissional. Perdemos um deles, penso se era realmente necessário perder uma personagem tão rica e tão bem interpretada. Pelo menos nesse sentido o trabalho de Marc Webb é memorável, ao tornar seus personagens autênticos o bastante para que possamos nos preocupar com eles.



domingo, 4 de maio de 2014 às 10:53 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Imagem 

Dona de uma beleza e charme incontestáveis, além de um talento que lhe fazia ser capaz carregar um filme inteiro nas costas, ainda hoje encanta e completaria 85 anos de vida.

sábado, 3 de maio de 2014 às 16:36 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Peter Parker (Andrew Garfield) retorna como Homem-Aranha, cada vez mais experiente em deter o crime em Nova York, mas se envolvendo em situações embaraçosas, especialmente com sua namorada Gwen Stacy (Emma Stone) e sua tia May (Sally Field). Peter está preocupado com a promessa feita ao pai de Gwen, de que se afastaria dela para protegê-la, ao mesmo tempo ele precisa lidar com o retorno de um velho amigo, Harry Osborn (Dane DeHaan), e o surgimento de um vilão poderoso: Electro (Jamie Foxx).


Imagem

Se em “O Espetacular Homem Aranha” o que soa mais genuíno e crível é a interação entre Peter e Gwen, mais do que o vilão caricato, as medianas cenas de ação, a falta de emoção no clímax e a desnecessária busca pelo passado de seus pais, que pouco acrescenta ao filme em questão, porém, nesse novo filme o passado do casal Parker já é revelada nos primeiros minutos e, apesar de ser uma história paralela que só serve para dar um ar de predestinação à Peter, rende sim uma boa e tensa sequência de ação, qualidade que vai permeando o filme como um todo. E parece que Marc Webb entendeu que a ação com o Homem Aranha pode ter seus toques cômicos, menos presente nos filmes anteriores, mas que torna este novo filme uns dos melhores do personagem.


Agora a caricatura cai em Max Dillon, interpretado por Jamie Fox, mas que consegue fazer um vilão perfeitamente compreensível em suas motivações e lembrando a maneira que Jim Carrey caracterizou o seu Charada em “Batman Eternamente”, mas no bom sentido, claro, pois aqui Marc Webb já estabeleceu um universo colorido, dinâmico e envolvente.


A trilha regida por Hans Zimmer e Pharrell Williams limita-se simplesmente a conduzir o filme, sem vida própria fora dele, mastigar as suas emoções mais obvias, e lamentavelmente saímos do cinema sem uma trilha para o personagem.


Andrew Garfield, mais a vontade no papel de Peter Parker, continua em sua composição Hipster do personagem, própria de uma nova geração, e que gosta de ser o Homem Aranha, de combater o crime, fazer piada de seus inimigos e de namorar Gwen Stacy. É nessa interação entre os dois jovens que temos a mão de Marc Webb para conduzir a força motriz desse filme: a dramaturgia forte e crível presente entre Gwen e Peter.


Ainda assolado por representar uma ameaça em potencial para Stacy, Parker tenta lutar contra si mesmo, enquanto somos apresentados à Harry Osborn, outro personagem que vai se mostrando menos caricato do que parece, compondo um Duende Verde realmente ameaçador, juntamente com Electro,  e esteticamente bem mais interessante que os anteriores.


Um filme que esteticamente remete muito bem aos quadrinhos, possui equilíbrio entre humor e ação, bons vilões em um clímax perfeito e uma dramaturgia bem pensada e desenvolvida que torna o seu final mais sombrio, e se poderíamos achar que o áudio de um certo discurso de formatura poderia soar clichê, por mais que seja, é exatamente o que queremos, aquelas palavras de conforto para algo pesado demais para se carregar.


Direção:  Marc Webb.

Roteiro: Alex Kurtzman, Roberto Orci & Jeff Pinkner.

Trilha Sonora: Hans Zimmer e Pharrell Williams

Elenco: Andrew Garfield, Emma Stone, Jamie Foxx, Sally Field, Colm Feore, Dane DeHaan, Campbell Scott, Chris Cooper, Embeth Davidtz, Marton Csokas, Denis Leary e Paul Giamatti.