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domingo, 16 de março de 2014 às 15:35 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

O filme aborda a situação de dois povos sofrendo em uma época pós ataques de 11 de setembro. Um árabe detido em Nova York e uma americana detida na China, estudando os direitos humanos contra a segurança nacional.


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Explorando a concepção colocada nos primeiros minutos de filme através de um diálogo expositivo numa sala de aula, Lumet faz um filme voltado a entrar na discussão sobre a violação dos direitos humanos na luta contra o terrorismo. Apesar de bem colocado e com ótimos diálogos, o filme não é perfeito.


A começar pela maneira como expõe o tema, poderíamos ter uma dramaturgia mais bem amarrada de maneira que o espectador poderia concluir aquilo que os letreiros iniciais estabelecem, mesmo que algumas citações à história norte-americana fossem colocadas nos diálogos, que são muito bons.


Pois se acabei de elogiar os diálogos, o único defeito de deles se deve ao fato de aparecerem duas vezes no filme. Se aqui temos pouco mais de 50 minutos de filme, poderíamos reduzi-lo à metade, escolhendo qual dupla de personagens retrata melhor o drama. Maggie Gyllenhaal é ótima atriz, mas não conta com um companheiro de atuação à altura, do mesmo modo que Glenn Close, que conta com um companheiro de cena por vezes muito bem, mas não tão crível quanto Gyllenhaal (uma vez que ambos tem os mesmos diálogos e encenam a mesma situação).


É bastante válido explorar a mesma situação em lugares e momentos diferentes, mas situações similares não implicam em diálogos similares, e se o foco era a política interna dos EUA no pós - 11 de setembro, porque a exploração paralela da investigação da estudante na China? Estaria o roteirista Tom Fontana sugerindo que os EUA estariam se “rebaixando” ao nível dos chineses em se tratando de luta contra o terrorismo?


Redundante ao extremo e didático demais, Lumet faz o que pode para manter uma direção firme, mas a obviedade na maneira como o tema é tratado, além de contar com algumas fracas performances faz de “Inspeção Geral” um filme que merecia mais alguns tratamentos em seu roteiro, mais foco e melhores coadjuvantes, pois um tema dessa proporção merecia melhor filme, mesmo se tratando de um material para televisão e mesmo considerando os cortes sofridos pela sua má recepção nos EUA.


OBSERVAÇÃO: A obviedade e didatismo só expõem a limitação da linguagem televisiva para o qual o filme era foi destinado. Mesmo assim temos vários exemplos de seriados que contrariam essa premissa, como Lost ou Breaking Bad, ambos com roteiros ótimos, concisos e focados.


Direção: Sidney Lumet

Roteiro: Tom Fontana (escrito por)

Gênero: Drama

Origem: Estados Unidos

Tipo: Longa-metragem/Direto para TV

Elenco: Austin Pendleton, Maggie Gyllenhaal, Ken Leung, Glenn Close, Bruno Lastra, Tom Guiry, Caroline Kava, Dean Winters

Duração: 55min

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