Com atraso, porém sem falhas, compartilho a minha lista de filmes assistidos, que conta com 105 filmes que eu assisti no último ano.
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Com atraso, porém sem falhas, compartilho a minha lista de filmes assistidos, que conta com 105 filmes que eu assisti no último ano.
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“A história se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa” - Karl Marx
Vivemos em uma grande farsa. Diante de uma enxurrada de fake news e negacionismos de diversos tipos (climático, histórico, político), o cinema parece, finalmente, ter reconhecido essa realidade, ainda que com atraso. M. Night Shyamalan construiu sua grande farsa no excelente "Armadilha", desconstruindo o clássico plot twist (que ocorre logo nos primeiros minutos de filme) e exagerando, de forma deliciosamente divertida, todos os clichês esperados de um filme de serial killer. "Duna - Parte 2" desconstruiu a ideia do herói salvador branco, expondo a farsa e a manipulação por trás dessa noção. Agora, é a vez de "Coringa: Delírio a Dois".
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O grande charme da franquia Alien se encontra em mostrar diversas classes sociais sendo submetidas ao poder de uma grande corporação. Desde os caminhoneiros do espaço no filme original, passando por militares, monges e cientistas, todos os estratos dessa sociedade do futuro se encontram submetidos ao neoliberalismo e à necessidade de reprodução do capital - ou aos desejos megalomaníacos de um milionário.
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"Mad Max" é uma franquia que reflete os anseios, percepções e visão de mundo de seu criador, George Miller. Dono de uma criatividade ímpar, de uma artesania invejável como realizador e de uma versatilidade poucas vezes vista entre diretores de cinema, Miller consegue sempre trazer, de tempos em tempos, essa franquia de volta à vida e, junto dela, projetar os sonhos e pesadelos mais profundos da humanidade (dentro e fora da ficção) que, cada vez mais, se afunda em guerras, desigualdades e em crises econômicas, sempre se vendo na necessidade de ressignificar ídolos e símbolos religiosos, num eterno retorno aos momentos de caos e intolerância, mas sempre encontrando figuras que combatem essa tendência, ao mesmo tempo que tentam sobreviver a ela. Se, ao longo de quatro filmes, essa figura foi simbolicamente encarnada por Max e seus coadjuvantes, aqui em "Furiosa: Uma Saga Mad Max", a personagem título toma esse papel para si.
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De "O Bebê de Rosemary" a "Os Meninos do Brasil", "Imaculada" lança um olhar que anda na linha tênue entre um filme convencional descartável de horror e uma experiência aterrorizante e, em alguma medida, marcante.
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Nada mais poderoso que o desejo. Esse motor da vida, que embaralha tudo ao nosso redor e gera as tramas mais novelescas possíveis encontra aqui, em Challengers, uma atraente forma de beleza cinética (esse conceito foi explorado com maestria por David Foster Wallace em seu ensaio "Federer como experiência religiosa", presente na coletânea "Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo"). E não é de cinema que eu estou falando, mas de tênis. Esse esporte encapsula toda a ideia de consciência corporal e integração corpo e mente que beira à transcendência.
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