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terça-feira, 29 de dezembro de 2020 às 03:01 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments


Harry Potter vive com os tios Dursley, onde é mal tratado. Aos 11 anos o jovem começa a receber cartas da escola Hogwarts. Na noite de seu aniversário Harry é visitado por Hagrid (um ser gigante que trabalha para o diretor de Hogwarts), o qual revela que Harry é filho de bruxos e foi convidado a ingressar na escola de bruxaria. Harry descobre que seus pais foram mortos pelo maléfico bruxo Voldemort e que a sua cicatriz era uma marca da tentativa de assassinato que Harry sofrera. 


Esse primeiro livro apresenta o leitor aos principais conceitos e personagens da série e cria uma sensação de familiaridade e simpatia por Harry, que encarna um jovem escolhido, que sai da vida ordinária e sem perspectiva para um universo mágico que desperta encanto nele e também nos leitores. É criada um laço de amizade cativante entre Harry, Hermione e Ron. Aqui é tudo crível, a amizade construída, a rotina escolar, as personalidades dos professores e as relações com os alunos, tudo parece saído de um diário de um estudante, com o acréscimo do mundo mágico cheio de humor e drama e de seus apetrechos e mitologias próprias, que irão se revelar não muito diferentes do mundo real. Há a diferença de classes, a burocracia e manipulação politica e da imprensa, uma ascensão de movimentos totalitários ao longo da série, simbolizado pelo bruxo Voldemort, que encarna o líder fascista com um passado complexo e sofrido, mas sem chance de redenção dado ao artifício que usa para se manter quase imortal, artifício esse que sacrifica aquilo que o tornava humano. Cada livro aqui apresenta um mistério, quase num toque de novela policial, sempre acrescentando uma informação ao mundo dos bruxos e algum plot device, algum objeto, poção ou utensílio que será útil para a resolução da trama. Esse esquema segue ao longo dos livros, mas não engessa a trama, que parece se renovar e ficar mais criativa a cada história. E de onde vem essa força toda que sustenta a série de livros e a franquia cinematográfica até hoje? Sem dúvida vem da maneira crível e encantadora que os personagens são concebidos.
 



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