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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016 às 07:36 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

joy-filme-interna

Joy é um daqueles filmes que quase nos deixam sem palavras (no mal sentido). Confesso que já faz um tempo que assisti e desde então venho pensando sobre o que escrever, pois apesar de ser visualmente interessante e pode-se dizer até bem filmado, com travellings e uso de música que lembram um pouco o cinema de Scorsese, porém tematicamente David O. Russell entrega muito pouco do que se poderia esperar de um filme, que dirá do que se poderia esperar dele como diretor.


O saldo positivo deixado pelo filme se concentra mais no seu início, mesmo que contando com a uma narração em off esporádica e desnecessária, mas quando o tema do filme é de fato abordado (e fico feliz por ter ido ver o filme sem saber nada sobre o enredo) fica  a nítida sensação de que aquela história não merecia um filme de pouco mais de duas horas. David O. Russell também assina o roteiro (pior pra ele) e demonstra ser bem limitado na função, por querer contar uma história povoada por mulheres fortes, mas usando pra isso um instrumento clássico de submissão feminina: o esfregão. Contradições a parte, Jennifer Lawrence segura o filme nas costas e envolve no papel (O resto do elenco também soa convincente e interessante, mas com personagem pouco ou mal desenvolvidos) até o momento que o roteiro tem seu pior seguimento, na conclusão do longa, simplista, contraditório, artificial e, claramente, bem perdido.  Sendo bem franco, que diferença faz a personagem exibir um cabelo mais curto ou mais longo, isso torna ela mais forte e resiliente? Pra um roteiro que não desenvolve uma personagem coerente, aparentemente sim.

Direção e Roteiro: David O. Russell
Fotografia: Linus Sandgren
Música composta por: Michael Giacchino, David Campbell, West Thordson
Elenco: Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Bradley Cooper, Édgar Ramírez, Virginia Madsen, Isabella Rossellini

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