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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014 às 16:23 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Homenageando Eduardo Coutinho, não posso deixar de colocar a o link de vídeo do seu filme exibido numa mostra de São Paulo. Disponibilizado por Pablo Villaça em sua página no facebook, o filme é uma produção audiovisual que dificilmente veremos em tela grande ou DVD / BLU-RAY. Editando uma série de trechos da programação aberta das quatro grandes emissoras nacionais, o filme proporciona a assustadora visão de tem alguma coisa errada.

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Propagando nas primeiras horas do dia a ignorância e inverdades científicas para tornar os expectadores cada vez mais dementes, vemos mentiras descaradas que informam que determinada vitamina está associada à riqueza ou que determinado complemento de Cálcio é capaz de causar um efeito praticamente mágico e instantâneo. Pouco vemos das produções voltadas às crianças. A programação da manhã é voltada para donas de casa dementes. Determinado noticiário se mostra no mais alto grau de machismo ao dizer que o homem, por ser mais forte, não deve bater em mulher, basta simplesmente "segurar pelo braço". Não precisa agredir, basta reprimir a sua liberdade segurando-a pelo braço. O mesmo apresentador praticamente incentiva a reação ao assalto, numa performance risível. A âncora de outro jornal, após  noticiar duas tragédias, simplesmente sorri para a tela, dizendo "Vamos mudar de assunto", passando a noticiar sobre moda. Novelas propagando esterótipos maniqueístas em atuações ridícualas, programas que tem a intensão de embelezar as mulheres, mas só as tornam parecidas com a sua apresentadora, que ironicamente diz que não existe programa igual ao seu. Realmente não há. Após isso, lavemos a alma com programas religiosos que vem com a tentadora libertação espiritual, de tornar-nos imunes às mazelas que nos rodeias, mas somente se pagarmos seis parcelas de determinado valor, vindo a adquirir seus maravilhosos produtos (uma carteirinha de teólogo?). Nos cultos cansamos de ver preconceitos, desvios de valores, ignorância, o tabu do sexo, em performances grandiosamente risíveis. Mulheres que exibem seus corpos, mais jornais que noticiam informações alienadas, novelas que tem a intensão de retratar o drama mas que para um espectador médio só desperta o riso.

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=0uNtVacMFRw

 

Por que a televisão aberta produz nesse nível audiovisual amador? O que será daquele que tem o hábito constante de assistir a programação da TV aberta? Afinal, por que ainda assistimos televisão?

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