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sexta-feira, 28 de setembro de 2012 às 15:13 Postado por Gustavo Jacondino 1 Comment

É impossível assistir a Mad Max sem perder o folego. De cara já somos apresentados a uma sequência tomada de inspiração técnica e olhar apurado parte de George Miller. E é assim o filme inteiro. Max Rockansky é um policial corajoso e extremamente bem treinado, como podemos concluir na resolução da sequência inicial, em uma Austrália pós-apocalíptica em que a sociedade se encontra em deterioração, tomada de violência, uma sociedade que 'não acredita mais em heróis'. Porém, quando sua família é destruída por motoqueiros sádicos, Max não terá de ser um herói que esta decadente sociedade carece, mas simplesmente fazer justiça, resolver a sua vendeta.

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Estabelecido o clima de rooad-movie-pós-destruição na referida sequência inicial, descobrimos que de fato Max se trata de um pai de família que aparentemente acredita que alguma ordem ordem pode ser estabelecida em seu meio, não se surpreendendo quando é ameaçado após matar um conhecido bandido. E os poucos policiais que aparecessem no decorrer do filme parecem compartilhar de tal idealismo por simplesmente se entregarem àquela tarefa numa terra destruída e quase sem esperança. Eu disse quase, e é compreensível que Max queira contribuir para criar um ambiente mais favorável, uma vez que tem um filho, e não irá querer vê-lo crescer num lugar daqueles.

A sonoplastia do filme é arrasadora ao colocar ensurdecedores barulhos de motor, que aliados à maravilhosa filmagem, faz com que cada vez mais fiquemos inseridos no longa.

O clima bárbaro estabelecido pela trupe de motoqueiros consegue realmente se estabelecer como uma 'inspiração pré-tarantinesca' de bela execução imagética na cena em que perseguem um rapaz e sua namorada, seguida da destruição do veículo e dos gritos da moça.

Um dos elementos que torna convincente a trajetória do anti-herói é o seu choque em relação ao destino do amigo também policial, e se Max se sente abalado de ver seu colega naquele estado, sente-se igualmente chocado em imaginar-se em seu lugar. Entre ser um 'herói' e cuidar de sua família, Max escolhe sua esposa e filho. E a bela dinâmica do estreante Gibson e da bela Joanne Samuel só faz com que o trágico peça uma vingança inevitável. E os ideias de justiça não se aplicam num mundo sem lei. Engraçado que após o ocorrido, a sequência em que Max avista sua roupa de coro e sai com seu caro (desta vez sugestivamente de cor preta), lembra uma abordagem de herói de quadrinhos, apesar de não de aplicar ao personagem, que trilha o caminho de um anti-herói com causa.

Tão envolvente quanto o início, o final do filme só nos faz olhar para o desejo de justiça de Max e tentar imaginar o que será dele agora. Até aqui temos um homem com uma família destruída sozinho numa estrada.

Diretor: George Miller

Elenco: Mel Gibson, Joanne Samuel, Hugh Keays-Byrne, Tim Burns, Roger Ward

Produção: Byron Kennedy

Roteiro: James McCausland, George Miller, Byron Kennedy

Fotografia: David Eggby

Trilha Sonora: Brian May

Duração: 93 min.

Ano: 1979

País: Austrália

Gênero: Ficção Científica

Estúdio: Kennedy Miller Productions / Crossroads / Mad Max Films

às 15:10 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Nesse vídeo temos a descrição do desenvolvimento das roupas utilizadas pelo personagem Batman no decorrer de suas adaptações, partindo da fábula gótica de Tim Burton, passando pelo desfile de de carnaval de Joel Schmacker, até chegar na armadura de 'batman begins' e a sua versão melhorada em 'O cavaleiro das trevas'.





às 15:06 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Aos que amam ou tem curiosidade sobre a arte magnífica de fazer cinema, nada mais inspirador do que ver um filme por trás das câmeras. E nada mais satisfatório do que postar para o motivo em questão um vídeo de um dos filmes mais importantes dos últimos tempos, que além de representar um novo paradigma para as adaptações de quadrinhos, é um filme que trabalha suas ideias de maneira rente à perfeição, senão já perfeita. Curtam o tanto quanto eu curti alguns momentos dos bastidores de 'O cavaleiro das trevas'.





às 14:56 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Do diretor Zack Snyder e do produtor Christopher Nolan, temos para dar um gostinho um belíssimo teaser  do novo longa do superman. Reparem na preferencia pelas paisagens rurais, conferindo um realismo que eu espero ver no filme, ao exemplo do clássico de Richard Donner. E que dizer do garotinho vestindo um lençol vermelho? Superman é um mito e merece mais um filme a sua altura.

 





às 14:53 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

'Terror em Silent Hill 2' (Silent Hill Revelation 3D) ganhou seu segundo cartaz.


A distribuidora Open Road lançará o filme nos EUA dia 26 de Outubro, próximo ao Halloween.

No Brasil, o terror segue sem previsão.

 

 

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às 14:45 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments




'The Collection' longa de terror dos roteiristas de 'Jogos Mortais'

'The Collection', roteirizado por Marcus Dunstan e Patrick Melton (dos quatro últimos 'Jogos Mortais'), divulga seu cartaz.

Parece que é uma de sequência de 'O Colecionar de Corpos' (2009).

A julgar pelo trailer, lembra um pouco a série Albergue e, apesar de não ter assistido 'O Colecionar de Corpos', parece bem interessante e pode provocar 'agradáveis' sustos.



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terça-feira, 25 de setembro de 2012 às 11:08 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

É interessante como a mão de um diretor define o material e o seu foco. Entre fazer um filme de terror com toques dramáticos, o foco desse projeto, e a presença de Walter Salles se faz importante nesse sentido, é a de fazer um filme de construção dramática, com toques de terror, sendo que os elementos sobrenaturais inerentes a esse tipo de terror tem uma explicação alternativa de cunho psicológico. A história discorre sobre  Dahlia, uma mãe que tem que lidar com o divórcio do marido e a luta pela guarda da filha Ceci. Acaba por alugar um apartamento barato com problemas de encanamento, o que inexplicavelmente acaba ocasionando à Ceci a presença marcante de uma 'amiga imaginária'.

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Jennifer Connelly é excepcional com personagens de forte construção dramática. A sua Dhalia tem elementos dramáticos da infância que vão encontrar respaldo em muitas de suas atitudes no presente e que irão casar com a resolução do filme e com a 'amiga imaginária' de Ceci. Connelly é muito realista nessa construção e comove realmente ao ver que trata e educa sua fiha da maneira como nunca foi tratada por sua mãe, transcendendo toda a perturbação que disso poderia surgir.

As locações mostram uma espécie de submundo Nova Yorkino, num paleta de cores desaturadas evidenciando a pobreza. O design do som dá enfase aos 'ruídos de objetos', como as goteiras, o bonde, máquina de lavar, elevador, que constitui praticamente uma trilha sonora. Destaques para os cortes secos em alguns momentos e os corredores, tanto da escola como do condomínio, que por vezes se confundem, sem que saibamos ao certo onde  Dhalia está de fato até que tenhamos visto um elemento do cenário. Nesse sentido Salles mostra conhecer bem os clássicos 'Bebê de Rosemary' e 'Repulsa ao Sexo', marcantes histórias ocorridas em ambientes fechados de apartamentos. E como não lembrar de 'O Iluminado' na cena do banheiro, que temos, sim, um plano kubrickniano no arrombamento da porta e na visão da 'amiga imaginária', marcada pelo casaco vermelho, assim como o garotinho do filme de Kubrick, elemento que este último usou para conferir cores quentes aos ambientes fechados. Sem contar que as câmeras altas e um posterior close no olho me fez imediatamente lembrar de 'Psicose', independente de ser ou não a intensão do diretor.

Mas o filme de Walter Salles não e de todo perfeito. Ora, vemos uma cena em particular que nos leva a achar que certas presenças desagradáveis no condomínio são estão lá por influência do  marido de Dhalia, que com isso tentaria deixá-la louca a fim de ter a guarda de sua filha. Porém, esse é um elemento sobre o qual a sua veracidade se encontra na própria cena, e não duvidamos dela, unicamente somos levados a questionar se Salles não coloca ali elementos para tornar sua trama realista por demais. Afinal, é um filme de terror, vendido dessa maneira, e seu lado sobrenatural, mesmo após o seu desfecho, pode sim ser interpretado como consequência psicológica, o que enfraquece o terror em si.

Enfim, quem não se incomoda em assistir um filme rico em construção dramática, com belas atuações, Jennifer Connelly se destacando como sempre, tem nesse longa uma maravilhosa diversão. Porém fãs de 'O Chamado', 'O Grito' e outras obras do gênero, infelizmente, poderão se sentir entediados.

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Diretor: Walter Salles

Elenco: Jennifer Connelly, Ariel Gade, Shelley Duvall, Perla Haney-Jardine, Camryn Manheim, Pete Postlethwaite, John C. Reilly, Tim Roth, Dougray Scott.

Produção: Doug Davison, Roy Lee, Bill Mechanic

Roteiro: Rafael Yglesias

Fotografia: Affonso Beato

Trilha Sonora: Angelo Badalamenti

Ano: 2005

País: EUA

Gênero: Terror

às 10:54 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Na onda dos blockbusters que ainda não estrearam, no caso deste Looper, de Rian Johnson,  acontecerá em 28 de setembro no Brasil, a história que se passa em um futuro próximo onde viagens no tempo serão possíveis porém proibidas, uma máfia de assassinos denominados pelo título do filme fazem uso desta para destruir as pistas de seus assassinatos, aparentemente enviando as vítimas ao passado. Porém, um desses assassinos, Joe (Joseph Gordon-Levitt), recebe a visita de seu eu do futuro (Bruce Willis), tendo que lutar contra si mesmo a fim de não ser vítima de seus próprios métodos. O potencial do história é bem grande, como todas as histórias que envolvem viagens no tempo, e só confirma a boa fase na carreira de Joseph Gordon-Levitt.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012 às 21:50 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Já esperava ver o filme de Sélton Mello representando o Brasil na disputa para a lista dos cinco filmes que concorrerão ao prêmio de filme estrangeiro no Oscar 2013. É o que melhor retrata algo típico do Brasil, sem deixar de ser tocante e autoral. Pois concorreu com mais de 15 filmes brasileiros, entre eles "Heleno", de José Henrique Fonseca, "Xingu", de Cao Hamburguer e "Paraísos Artificiais", de Marcos Prado. O filme teve um público no cinema de mais de 1 milhão de pessoas e foi bem avaliado por boa parte da crítica.

A lista com os cinco indicados para disputar a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro só será conhecida em janeiro.A cerimônia do Oscar acontece no dia 24 de fevereiro. Além do filme brasileiro, outros países já indicaram seus fortes representantes, como a Áustria ("Amore"), a Croácia ("Cannibal Vegetarian") e a França ("Intocáveis").

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às 21:39 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

A interessantíssima história de uma dupla de ginecologistas rivais em constante disputa, principalmente motivada pelo amoral e ciumento Danko Babic tem como pano de fundo o submundo dos abortos ilegais que Babic  s vê obrigado a participar após um acidente que pôs em risco a vida de uma paciente. Mas antes que ele possa retomar a sua carreira e triunfar sobre seu rival, ele precisa cumprir um favor: Um aborto para uma mulher que está grávida. Esse é o interessante e instigante representante da Croácia para o Oscar.

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às 21:28 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

A dupla francesa Emanuelle Riva, 85 anos, e Jean Louis Trintignant, 81, interpretam em Amour um casal cheio de amor e cumplicidades. Porém quando a esposa adoece, toda essa estrutura de vida harmoniosa se vê abalada. Ao que parece procura tratar sobre sofrimento, comoção e até a própria morte, a deterioração pela velhice pretende ter aqui um alcance universal. O longa será o representante da Áustria para a disputa a fim de configurar na lista dos cinco filmes que serão indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

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às 21:18 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

A história de amizade entre um tetraplégico milionário e um imigrante senegalês, além de ser o filme mais visto do cinema francês dos últimos tempos irá representar a França no Oscar . Intocáveis, dos diretores Olivier Nakache e Eric Toledano foi anunciado como um dos concorrentes ao prêmio. Lembremos que "O Artista" foi o último vencedor do Oscar, e se tratando de uma produção francesa, só vem a evidenciar a boa fase da sempre lembrada e reverenciada franco-cinematografia.

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às 16:43 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

 

Sean Penn, além de um ator incrível, vem demonstrando ser um igualmente incrível e competente diretor. Em seu “Na Natureza Selvagem” conta a história real de Christopher McCandless (Emile Hirsch), um jovem idealista que resolve realizar uma viagem até o Alasca, buscando viver isolado na natureza, procurando a essência de si mesmo.

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Seria fácil num filme desses perder o contato essencial entre expectador e personagem. Nesse contexto, os recursos narrativos de Penn se mostram eficazes desde o início do filme a fim de que possamos entrar no mundo interior de Christopher McCandless, para que as suas aventuras, motivações e coragem não soem artificiais. Pelo contrário, atrás da aparente segurança que Christopher apresenta no decorrer do filme, vamos sendo apresentados ao real motivo que fez com que um rapaz que poderia ter uma vida confortável e segura, ter construído facilmente uma carreira na área que quisesse, escolhe se desligar da sua identidade social, num niilismo subjetivo que anseia pela autodescoberta. Dessa maneira a narrativa em off de Christopher e posteriormente de sua irmã (que consegue ser bem tocante), só faz com que nos aproximemos daquela personalidade, tornando-se menos uma ideia e mais um ser humano real.

 

O uso da trilha sonora é um show a parte, principalmente nos seus temas de violão que regem a jornada de maneira tão sensível e envolvente.

 

As pessoas que Christopher McCandless vai encontrando no caminho o ajudam a perceber quem ele é ao demonstrar as suas fragilidades, sofrimentos e preconceitos. Cada ser humano anseia pelo que não tem, seja um filho que não se vê há anos, uma família que tragicamente se foi, um amigo para conversar. Christopher anseia em se descobrir, em se reconhecer a partir da negação das suas origens e na subversão do meio social. O que define um ser humano? A sociedade em que ele está inserido, a educação que recebeu dos pais, ou somos mais que isso? Ou melhor, podemos ser mais que isso? Pode o ser humano descobrir suas origens ancestrais e retornar a elas quando necessário?

 

O que de mais envolvente que se percebe na filmagem de Sean Penn é a maneira como procura valorizar e dar um sentido poético a cada plano, entremeando as sequências do filme com sobreposição de quadros sobre os outros e com belas imagens da natureza a dos ambientes experimentados por nosso protagonista. Mais no final do filme, com mais ou menos duas horas e dezenove de tempo, algumas transições de planos me lembra muito o Road- movie clássico “Easy Rider”, fora ouros elementos de filme de Dennis Hopper que poderiam servir de referência para o filme de Sean Penn. É difícil não sentir o contraste causado pela paisagem urbana quando ela surge no longa, e até mesmo o clima ameaçador que Christopher enfrenta em dado momento, quando é expulso de um trem por viajar ilegalmente, tornando sua aventura não apenas um grito de liberdade, mas uma ameaça às convenções e regras sócias, como também uma ameaça a si mesmo.

 

E se no decorrer do filme vemos um segurança e sabedoria que naturalmente não esperaríamos encontrar num garoto tão jovem, aos poucos vemos que tal situação não poderia durar tanto tempo. A natureza é essencialmente bela e imponente, mas ao mesmo tempo fria e imparcial, tornando tudo em sua volta seguidores de suas regras e súditos em seu Reino. Christopher compreende de verdade o significado da sua vida. Na verdade o significado que deu para sua vida, atingindo essa percepção num momento crucial, belo, tocante e ao mesmo tempo chocante. Enfim, somos capazes de entender a sua mensagem ao final do longa e, quiçá possamos todos nós aplicá-las nesse período limitado de tempo e recheado de sensações e escolhas que chamamos vida.

 

In to the Wild, 2007

 

Direção: Sean Penn

 

Produção: Sean Penn

 

Roteiro: Sean Penn

 

Fotografo: Eric Gautier

 

Compositor (músicas do filme): Eddie Vedder

 

terça-feira, 18 de setembro de 2012 às 11:09 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

 


Wood Allen consegue nos transmitir uma importante visão sobre arte e conhecimento no seu “Meia Noite em Paris”. E concluir isso não é de maneira nenhuma enxergar mais do que o filme pode oferecer. Gil (Owen Wilson) é um roteirista frustrado de Hollywood que aspira ser escritor e viaja para Paris com sua mulher Ines (Rachel McAdams), convivendo com seus pais e amigos, mas inesperadamente acaba também se relacionando com seus escritores prediletos na Paris dos anos 1920.


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Patrick Wilson encarna o alter ego de Allen, pelo jeito afetado-apressado-intelectualizado de falar, pelo interesse puramente sexual pela esposa (não estou julgando a vida pessoal do diretor, mas unicamente reconhecendo que ele poderia ter feito a mesma coisa que seu personagem se tivesse na mesma situação. Se é que não fez no passado – presente, sei lá,eu também não resistiria aos encantos de uma Rachel McAdams), por ser um roteirista frustrado (imagino que Allen não seja tão frustrado e que nem venha a levar a literatura muito a sério como o personagem). Mas o que faz com que vejamos Allen na pele do personagem central é a melancolia pelo passado não vivido. Veja bem, o termo “não vivido” não pode ser interpretado em seu sentido literal, uma vez que apesar de não ter nascido na época em questão, e consequentemente não ter existido para os que lá existiram, viver uma época pode ser também pensar sobre ela e ser influenciado por pessoas que lá viveram através do que deixaram. Nesse sentido estamos vivendo a época dos nossos sonhos de maneira idealizada. Fazendo os retrocessos temporais que o filme sugere, da Paris dos anos 1920, até a Belle Époque de 1820, indo direto até a renascença, poderíamos seguir viagem, pulando toda a Idade Média das sombras, e fazermos uma parada na Grécia Antiga dos filósofos racionais e dos artistas. Porém, os grandes artistas da Grécia Antiga considerariam qual época a época de ouro? De acordo com a lógica do filme, somente quando uma pessoa tem a melancolia despertada por julgar uma determinada época a época de ouro é que ela consegue viajar para lá. Pois bem, no nosso atual cenário, para onde iríamos parar depois? Ao julgar pelas eternas referências que faz a arte e o conhecimento às épocas passadas, eu imagino que os gregos viveram uma época de transcendência do pensamento e da razão, uma vez os maiores expoentes da filosofia e ciência gregas não pareciam olhar para o passado e nem para um futuro, mas para um ideal de filosofia que busca a compreensão da realidade e da subjetividade (e na subjetividade). E é essa transcendência que eu julgo ser a transcendência criadora do conhecimento e da arte. Enfim, voltando ao filme, que não viaja até a Grécia Antiga como eu, mas que aprofunda sua viajem em camadas de três ou quatro níveis de realidade, tomando um quê de “A Origem”. 


 


E nessa viajem o próprio personagem começa a conhecer a si mesmo e a sua esposa (o fato de ele não perceber que ela o traía, precisando ser alertado por um personagem de existência física contestável é hilário, uma vez que qualquer expectador com um mínimo de atenção já percebera isso muito antes). Afundado numa subjetividade que encontra ao fim uma forma de expressão através de uma conversa com uma bela mulher, a caminhada na chuva e uma esperança de um futuro promissor como escritor, o longa de Wood Allen consegue ser mais que mais uma das suas comédias intelectuais-existenciais, mas uma visão deste sobre a própria insatisfação da vida por quem vive e da formação do conhecimento e concepção da arte.


 


Midnigth  in  Paris, 2011


 


Direção: Woody allen


 


Roteiro: Woody allen


 


Produção: Letty Aronson


 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012 às 16:31 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

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Nos primeiros minutos desse incrível filme de Jonathan Demme somos literalmente apresentados à Filadélfia ao som da bela canção de Bruce Springsteen, uma vez que a câmera passeia pela cidade roubando momentos da vida comum dos cidadãos no melhor estilo documental possível.

às 09:57 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

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Steven Sodenbergh é inegavelmente um cineasta interessantíssimo. Em Traffic isso se torna evidente. Inspirado na série britânica de TV Traffik (1989), Traffic acompanha uma série de histórias paralelas que expõe as diversas facetas do tráfico de drogas.

terça-feira, 11 de setembro de 2012 às 11:06 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

No maravilhoso "Uma mente brilhante" de Ron Howard, John Nash recebe o prêmio NOBEL, e não um prêmio Noble. Esse erro tem justificativa? Assim fica difícil.
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sábado, 8 de setembro de 2012 às 13:45 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Em Cassino, o épico de três horas de Martin Scorsese que acabou ganhando a fama de ser um complemento do "Os Bons Companheiros", temos logo na sequência inicial uma substituição de Robert DeNiro por um boneco nada parecido com o astro. Mas com certeza é melhor que mandar o próprio DeNiro pelos ares. Apesar de Scorsese nos induzir ao erro nessa sequência...
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às 08:49 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Primeira publicação do novo tópico do Blog cultcomentário que será dedicada aos erros de filmes, tanto erros de montagem e edição como os de continuidade ou pequenos detalhes que passam despercebidos, como é o caso da foto abaixo. Trata-se do filme Gladiador de Ridley Scott, quando os gladiadores, sob o comando de Maximus, encenam a segunda derrota de Cartago em pleno Coliseu numa luta que envolve bigas. Em um dado plano, podemos ver uma espécie de cilindro no interior da biga, provavelmente um cilindro de gás usado para fazer com que a biga vire de lado através da propulsão do gás. Deixo vocês com a foto para conferirem da próxima vez que assistirem ao filme. Essa gafe foi tirada do livro “Falha Nossa – as maiores gafes do cinema”, de Cesar Kos, como serão também algumas das outras que postarei nessa categoria. Recomendo o livro e o link do site “Falha Nossa” . Espero que gostem, abraços.

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às 08:24 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

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Instigante é pouco para tentar descrever esse filme de Pedro Almodóvar. O grande cirurgião plástico Robert Ledgard (Antonio Banderas), após a esposa ter morrido carbonizada num acidente de carro, resolve desenvolver um novo tipo de pele mais resistente. Para tanto ele usa uma cobaia humana, Vera (Elena Anaya).

quarta-feira, 5 de setembro de 2012 às 13:06 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

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Acima de tudo uma obra de grandiosidade visual, pena que em detrimento de seu conteúdo intelectual. Ben-Hur conta a história da amizade de Messala (Stephen Boyd) e Judah Ben-Hur (Charlton Heston), que termina numa falsa acusação de atentado ao governador romano e nas juras de vingança de Ben-Hur seguida da escravidão e uma “ajudinha” do destino, passando por encontrar um Jesus Cristo sem rosto que, na verdade, é o verdadeiro protagonista do filme.

domingo, 2 de setembro de 2012 às 10:52 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

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Mesmo com a possibilidade de fazer um filme sonoro, Chaplin decidiu ignorar a nova tecnologia em “Luzes da Cidade”, mesmo tendo acrescido efeitos e trilha sonora após as filmagens.