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quarta-feira, 8 de agosto de 2012 às 19:38 Postado por Gustavo Jacondino 0 Comments

Como virou moda em Hollywood dividir livros em adaptações. Depois da decisão de partir Harry Potter e as relíquias da morte em duas partes no cinema, a saga crepúsculo recebe esse mesmo tratamento, e, de maneira surpreendente, O Hobbit. Este último irá ganhar três filmes, apesar de o livro não render tanto. O próprio Peter Jackson irá inflar a trama com novos personagens e sabe-se lá mais o que. Novamente o que eu escrevi no post sobre O Espetacular Homem Aranha toma forma: repetir a fórmula de sucesso de olho no resultado financeiro. Mas até onde isso pode dar certo? É obvio (pelo menos pra mim), que o epílogo de Harry Potter poderia ter sido um só filme, mesmo que fosse de três horas. A síntese e os cortes são fundamentos básicos do cinema que funcionam para adaptar obras com grande volume, seja de páginas ou de trama. Porém, o que diferente no meio dessas adaptações é que O hobbit vai fazer o contrário: encorpar o filme, sendo que o livro, presumo, parecerá uma síntese do longa, que lhe é sucessor. Não sei se me alegro ou me assusto diante disso.

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Peter Jackson conseguiu dar luz a três memoráveis filmes, com início, meio e fim satisfatórios, que funcionam bem por si só, tanto é que nem sei dizer qual é o meu preferido. Eu poderia simplesmente pegar qualquer um pra rever sabendo que sairia satisfeito no final. É um resultado difícil de obter em se tratando de trilogias. Mesmo O Poderoso Chefão conta com um terceiro capítulo que empalidece (apesar de ser ótimo) perto dos outros dois. Mas me pergunto se Jackson conseguirá repetir isso em sua nova trilogia que irá estrear na sombra da trilogia anterior até que consiga tomar forma por si. Não quero ser pessimista, pelo contrário, uma vez que temos motivos para ter esperança de que serão ótimos longas: tem ótimo elenco para lhe dar vida, um ótimo diretor para lhe dar forma, um equipe igualmente talentosa por trás das câmeras. Mas espero que Jackson consiga conjurar o espírito que transformou O Senhor dos Anéis num filme memorável, que transmita o tom adequado para compartilharmos de sua apreciação sobre o material. É ai que entra a necessidade de incluir muitos detalhes e criações do diretor. Não tornará a trama muito inflada, uma vez que se trata de um livro não tão extenso, e principalmente, não se tornará artificial ao incluir detalhes? Será que conseguirão ser filmes que funcionarão independentemente? Lembre-se que se trata de uma história recortada em três partes. Eu confesso não ter lido o livro, mas, mesmo sabendo ser Tolkien um detalhista nato, temos um livro com início, meio e fim; este terá que gerir três longas, cada um de três atos. Como disse, não li o livro e pretendo fazê-lo até assistir o filme, mas será que ele rende tanto “pano pra manga” ou teremos que engolir um monte de “enchessão de linguiça”? Em se tratando acima de tudo de fã de cinema, desde que a “enchessão de linguiça” funcione de maneira orgânica e lógica dentro do longa, estarei desde já satisfeito.

Para finalizar, só quando o filme estrear que poderemos saber, mas esperarei pacientemente e com um friozinho na barriga, o mesmo que sinto quando algum diretor que gosto se envolve num projeto que outros menos talentosos poderiam estragar. Mas, mesmo com um pouco de medo, eu confio em Peter Jackson. “#In Jackson we trust”

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